O braço europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu recentemente aos governos que controlassem a venda de bebidas alcoólicas enquanto as pessoas estiverem em quarentena contra o coronavírus. Segundo a entidade, o exagero abala a imunidade, além de contribuir para acidentes e violência doméstica.

O psiquiatra Arthur Guerra, presidente do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), é um dos especialistas que andam aflitos com o aparente crescimento na busca por álcool por aqui. “Noto que ele é usado como um tranquilizante, para auxiliar no sono e na ansiedade”, relata. “Só que a bebida não é remédio”, frisa.

O médico lembra que, ao fim do efeito inebriante, muita gente fica até pior. Se a saúde mental estiver abalada, o certo é ir atrás de um profissional de saúde — e não da garrafa de vinho ou das latas de cerveja.

Ilustrações: Laura Luduvig/SAÚDE é Vital
Como maneirar
Algumas estratégias tiram o foco de cerveja e companhia:

+ “Não tente mentir para si mesmo”, sugere Guerra. Segundo o médico, as pessoas têm consciência de quando estão passando do ponto.

+ Invista em meditação, exercícios físicos, leitura e outras atividades capazes de abrandar o estresse e a ansiedade.

+ “Cuidado com as fake news. Tem gente que fica se alimentando disso e depois tenta aliviar na bebida”, adverte.

Revista Saude

 

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